Quem sou eu

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Sou mulher, mãe, esposa, educadora, filha e amiga.
"Cada um que passa em nossa vida passa sozinho, pois cada pessoa é única, e nenhuma substitui outra. Cada um que passa em nossa vida passa sozinho, mas não vai só, nem nos deixa sós. Leva um pouco de nós mesmos, deixa um pouco de si mesmo. Há os que levam muito; mas não há os que não levam nada. Há os que deixam muito; mas não há os que não deixam nada. Esta é a maior responsabilidade de nossa vida e a prova evidente que duas almas não se encontram ao acaso."

(Antoine de Saint-Exupery)

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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Sobre a Autoavaliação dos Professores Cursistas...

Olá Professores!

Este Gênero (Blog) tão novo para nós por se tratar de mais uma manifestação de Gêneros do Discurso, se propõe a muitas funções. Aqui, este espaço foi definido “um espaço de reflexão e questionamentos sobre o Ensino da Língua Portuguesa e a importância da leitura e escrita na prática diária” porém, como uma manifestação de gênero, nosso Blog pode, deve e foi aberto para uma relação entre os interlocutores.

Pois bem... Na postagem em que eu Silvana Martendal (Professora Formadora) sugeri uma Autoavaliação de vocês (Professores Cursistas) sobre as vivências do GESTAR II até o momento, tive um retorno, não de todos (ainda), em forma de comentário da postagem. Tais comentários estavam carregados de sentidos que só quem vivencia o Gestar II é que pode saber o que significa. Por isso, optei por não deixar esses relatos escondidos em um link ou em um hipertexto. Quero aqui expor e reafirmar as palavras sobre um Evento da Educação que é o GESTAR II e que me emocionaram:

Elisa disse...
Até agora entendi o Gestar II como uma nova proposta de Ensino do Português, coerente com as teorias mais recentes sobre ensino, língua, linguagem e texto. O material de apoio é excelente e talvez seja um pouco excessivo dar conta de tantas informações em apenas um ano letivo, mas acredito que ele veio pra ficar e a vantagem é essa. Outro grande benefício do programa é a troca de informações e experiências com os colegas, nesse aspecto o Gestar supre uma lacuna da escola, que nem sempre consegue proporcionar estes encontros, tão fundamentais. Para os alunos, o Gestar tem sido muito atrativo pois contém uma grande variedade de atividades e tem transformado as aulas de Língua Portuguesa em algo mais interessante e próximo da realidade deles.
6 de Agosto de 2009 17:33

ALENCAR disse...
Minha avaliação sobre o GESTAR II até o momento é a mais positiva possível, pois a partir dele comecei a voltar meu olhar para as questões linguísticas com muito mais seriedade. O trabalho com gêneros textuais deixou minhas aulas mais ricas e atrativas. Meus alunos adoram realizar as atividades propostas pelos TPs e reconhecem, agora, a importância e a utilidade de suas produções. Até então, produziam textos poucos significativos; mais para receber uma nota do professor do que para, de fato, aprenderem. Juntando tudo isso, avalio essa formação como uma proposta inovadora e eficiente no ensino de Língua Portuguesa.
6 de Agosto de 2009 17:45

Prof. Cristiane Pretto disse...
O GestarII está sendo uma grande oportunidade para que nós professores possamos refletir, aperfeiçoar e inovar nossa prática em relação ao ensino da Língua Portuguesa. As trocas de experiências entre os colegas também estão sendo fundamentais para discutirmos o processo de ensino-aprendizagem da disciplina. Uma de minhas preocupações como professora sempre foi como ensinar tal conteúdo para os alunos de maneira que eles gostem e sintam-se envolvidos pelas aulas. Essa preocupação sempre fez com que eu, assim como muitos professores, pesquisasse e buscasse algo novo e interessante para aplicar nas aulas. As atividades propostas pelos TPs estão vindo ao encontro do que sempre procurei. Vejo que a maioria dos alunos realiza as atividades com vontade e o resultado final é muito positivo. E isso é muito gratificante para um professor
11 de Agosto de 2009 16:40

A transformação em verso e prosa disse...
Ao longo da minha vida vi muitas coisas serem transformadas... pessoas, paisagens, sistemas....
Nada é para sempre!
Vejo no Gestar II mais uma oportunidade de transformar e ser transformado. Vejo o momento de acreditar que é possível dar um passo na transformação da educação.
Prof. Paulo Costa
16 de Agosto de 2009 15:25

karol disse...
Esta postagem foi removida pelo autor.
17 de Agosto de 2009 13:09
Karoline Kahl Momm disse...
O Gestar não é fácil:

• não serve para o acomodado, pois mexe nas suas estruturas;
• não é moleza, pois exige muito trabalho;
• não é brincadeira, mas pode ser muito divertido;
• não é um passatempo, porém um tempo bem passado;
• não é uma formação qualquer, é uma direção, uma orientação;
• não objetiva uma pequena mudança, mas sim várias;
• não é um mero encontro de cursistas, mas sim uma conversa entre educadores;
• não é muito atraente, mas seus frutos são muito gratificantes.

Quando o querer é completo, o trabalho se torna um lazer.
(Santo Agostinho)
17 de Agosto de 2009 13:20

Professora Ana Cláudia disse...
Avaliação do Programa Gestar II
– Língua Portuguesa – em São José
pela cursista Ana Cláudia Corrêa

O Programa Gestar II – Língua Portuguesa – é um curso de formação continuada com uma ótima proposta pedagógica, um rico material de apoio para planejamento e ainda está proporcionando um importante espaço de reflexão e troca de experiências entre professores.

É lamentável que, de tantos professores de nossa rede, poucos se disponibilizaram a realizar este curso. Entendo que muitas vezes é difícil conciliar uma formação continuada com uma carga horária de trabalho muito elevada, mas se faz necessário, pois cada educador deve ter o compromisso de atuar através de práticas inovadoras e eficazes.

Participar do Gestar II e dar continuidade às sequências didáticas propostas pelos cadernos “TPs” na ordem sugerida pelo programa em alguns momentos não é tarefa simples, pois algumas vezes já estamos tão envolvidos com atividades de um gênero específico e o caderno propõe o avanço na prática com outro – algumas vezes este outro já foi trabalhado e não seria adequado a quebra das temáticas realizadas, por isso dois dos meus relatos são de atividades vivenciadas neste ano letivo, pertinentes ao avançando na prática, mas não aplicadas na ordem sugerida pelo programa.

Considero que o material do programa ficará melhor para “degustação e apreciação” quando não for obrigátoria a sequência na ordem em que está sendo cobrada. Também entendo que a maioria dos professores presentes no Gestar II já realizavam aulas mediadas no formato do programa mesmo antes de conhecê-lo, pois muitos já fizeram parte de outras formações da rede municipal de ensino de São José com o foco central nas mesmas abordagens e com produção de cadernos pedagógicos com o registro das práticas desses professores.

Sinto-me previlegiada de ter feito parte das formações 2007/2008, de fazer parte do Gestar II/G2/2009 e de ser professora do Colégio Municipal Maria Luiza de Melo onde há o maior número de professores participantes do GESTAR II pela rede de São José. Estes cursos contribuem muito para a segurança do professor perante sua prática e viabilizam um processo contínuo de formação do conhecimento que nunca se esgota, pois, mesmo que o cansaço estampe nossas faces, sempre teremos a certeza de que quanto mais aprendemos mais sede de saber temos e a cada prática sempre podemos ousar e proporcionar aulas cada vez melhores aos nossos alunos – personagens principais do exemplar profissional das enciclopédias que cada um de nós (professores) escreve diariamente.
22 de Agosto de 2009 08:32

Verginia disse...
Certamente, se você não está aberto às novas idéias, se o seu trabalho já está estruturado e não aceita transformações, se você gosta do que faz da maneira como faz e pensa que é a melhor maneira. Então, o Gestar II não foi feito para você.
Não é fácil aderir ao novo sem contestá-lo. Costumamos dizer que temos medo do desconhecido. É uma verdade. Porém, do momento que deixa de ser desconhecido e tomamos contato com o que pode ser feito com essa nova visão do ensino da língua-mãe, percebemos que este pode ser o caminho que procurávamos para preparar os alunos para a realidade.
Ainda paira a dúvida quanto ao ensino da gramática, que não consideramos essencial, mas importante; pois quando aprendemos uma língua estrangeira, também aprendemos sua estrutura gramatical. Mas, talvez seja um hábito adquirido e difícil de ser abandonado.
Penso que o Gestar II está modificando o olhar do profissional de educação. Condicionamo-nos e o novo sistema nos põe em cheque. CHEQUE-MATE.

É isso aí professores, como afirmou Bakhtin, o sentido da palavra depende da relação entre os interlocutores.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

GESTAR II - Participou da Conferência intitulada “O gênero e o trabalho com o texto na escola” do professor Bernard Schneuwly



No sábado (08/08/09), a Universidade do Sul de Santa Catarina -Unisul - sediou a Conferência intitulada “O gênero e o trabalho com o texto na escola” do professor Bernard Schneuwly, no auditório da Unidade Padre Roma no centro de Florianópolis.

Schneuwly, da Universidade de Genebra (Suíça), é um dos grandes nomes do debate sobre ensino-aprendizagem do texto na escola. O pesquisador discorreu a respeito da importância de inserir os gêneros discursivos no ensino da Língua Portuguesa de forma planejada e por meio de sequências didáticas.

Recorrendo a Vygotsky, o professor suíço, ressaltou que a leitura e a escrita devem caminhar juntas na escola. “Sempre que ensinamos a escrita, precisamos ensinar a refletir sobre a escrita, esta tem que se tornar consciente e voluntária”, ressalta.

Schneuwly e seu grupo da Universidade de Genebra (Suíça) foram os proponentes da metodologia da Sequência Didática e seus trabalhos exerceram grande influência na constituição dos Parâmetros Curriculares Nacionais do ensino de Língua Portuguesa no Brasil, bem como construção das propostas curriculares de diversos Estados brasileiros.

O evento contou com a presença de estudiosos da área da linguagem e do ensino de línguas de diversas universidades catarinenses.

O grupo do Gestar II – Curso de Língua Portuguesa – da Secretaria de Educação de São José esteve presente no evento, com a participação das professoras: Vânia Luz (coordenadora pedagógica da SME), Silvana Martendal (formadora SME), e as cursistas: Maria Scottini Testoni, Mara Polato Siqueira, Myriam Pereira Botelho Ramos, Neli Junckes da Silva, Verginia Gomes da Silva, Zaira e Silva Machado,Gláucia Marques Bitencout e Joice Maria Pereira.

Este foi um dos momentos do Gestar II que será inesquecível!!!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Gestar II (Oficina Aberta) - Palestra com Schneuwly (Genebra)


A coordenadora do Gestar II-São José- (Vânia Luz),a Formadora (Silvana Martendal) e Bernard Schneuwly


Bernard Schneuwly da Universidade de Genebra


A Formadora, as cursistas Mara Polato, Maria Testoni, Zaira Machado, Neli Junckes, Verginia Silva e o palestrante Bernard Schneuwly






GESTAR II (Grupo de Sábado)- SÂO JOSÉ - SC


O nosso Encontro do Gestar II, neste dia 08/08, aconteceu no auditório da Unisul em Florianópolis. Reservamos nossa manhã de sábado para assistirmos a uma palestra com Bernard Schneuwly da Universidade de Genebra (Suíça). Schneuwly, juntamente com Dolz, publicou teorias sobre Gêneros Textuais e Sequência Didática reconhecidas no mundo inteiro e nós do Gestar de São José - SC , tivemos a honra de ouvi-lo para poder ampliar nossos conhecimentos sobre o assunto. O grupo do Gestar II que estava presente na palestra foi composto pela Coordenadora (Vânia Luz), eu, Formadora (Silvana Martendal) além dos cursistas do Gestar II de sábado e alguns outros dos grupos de terça-feira e quinta- feira que também foram lá conferir a palestra. Foi muito importante para todos nós ouvir este autor que trata de um tema tão significativo para as nossas discussões sobre o ensino e aprendizagem da língua materna.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

AUTOAVALIAÇÃO (TP3, TP4 e TP5)

Durante o período de Abril a Julho, nós do Gestar II de São José – SC, nos reunimos várias vezes para refletirmos sobre Educação e sobre o Ensino de Língua Portuguesa.

Com base nos cadernos de Teoria e Prática (TPs), refletimos sobre Gêneros Textuais na concepção de que o nosso desempenho linguístico se dá por textos; vimos o Texto como uma rede de articulação e os Tipos Textuais e outros mecanismos a serviço dos Gêneros para tornar a linguagem mais eficiente; discutimos sobre o processo de Leitura e Escrita e sua relação com a cultura ou o contexto sociocultural em que as usamos; refletimos sobre os significados em diferentes contextos e a relevância das perguntas e do conhecimento prévio como possibilidade de inferência; observamos as relações lógicas nos textos, dentro das marcas textuais apreciadas pelos elementos de coesão, coerência e estilística.

Além disso, abrimos espaço para discussões e aprendizados a partir das colocações dos colegas do grupo e a possibilidade de crescimento ao apreciarmos o trabalho e a experiência dos colegas.

Agora é o momento de pararmos para refletir sobre o nosso comprometimento diante da proposta do Gestar II.
Como dizem alguns de vocês “o Gestar II não nos dá tempo nem para respirar, ele mexe conosco e nossos alunos o tempo inteiro”.

E então, qual sua visão sobre o Gestar II até o momento? Qual foi seu grau de comprometimento com os TPs estudados (TP3, TP4, TP5)? O programa proporcionou alguma reflexão sobre a sua mudança de postura como profissional? Já houve mudanças em suas aulas? Quais? E para seus alunos houve benefícios?

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Definindo gêneros textuais:

•“tipos relativamente estáveis de enunciados, constituídos historicamente, e que mantêm uma relação direta com a dimensão social” (Bakhtin).
•Os gêneros constituem-se como ações sócias discursivas para agir sobre o mundo e dizer o mundo (Marcuschi, 2002); são considerados entidades sócio-discursivas e formas de ação social da situação comunicativa, construídas por sujeitos que interagem nas esferas das relações humanas e da comunicação (Silva, 1999; Marcuschi, 2002); são instrumentos que fundem a possibilidade de comunicação em formas relativamente estáveis, tomadas por enunciados em situações habituais (Damianovic, 2006); são fenômenos históricos, vinculados à vida cultural e social; são manifestações linguísticas concretas, constituindo textos, que cumprem funções diversas em diferentes situações comunicativas (Dutra, 2006) e contribuem para ordenar e estabilizar as atividades comunicativas do dia-a-dia (Marcuschi, 2002; Damianovic, 2006).

Tipos textuais: espécie de sequência teoricamente definida pela natureza linguística de sua composição (aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais, relações lógicas). (Marcuschi, 2007).

Diferenciação gêneros x tipos:
TIPOS TEXTUAIS
a) São constructos teóricos definidos por propriedades lingüísticas intrínsecas.
b) Constituem sequências linguísticas ou sequências de enunciados no interior dos gêneros e não são textos empíricos.
c) Abrange um conjunto limitado de categorias teóricas determinadas por aspectos lexicais, sintáticos, relações lógicas, tempo verbal.
d) Designações teóricas dos tipos: narração, argumentação, descrição, injunção e exposição.

GÊNEROS TEXTUAIS
a) São realizações linguísticas concretas definidas por propriedades sócio-comunicativas.
b) Constituem textos empiricamente realizados cumprindo funções em situações comunicativas.
c) Abrange um conjunto aberto e ilimitado de designações concretas determinadas pelo canal, estilo, conteúdo, composição e função.
d) Exemplo de gêneros: crônicas jornalísticas, folhetos publicitários, atas de reuniões, relatórios, ensaios, etc.
(MARCUSCHI, 2007, p 23)

Sequências didáticas (SD):

•Conjunto de atividades escolares organizadas, de maneira sistemática, em torno de um gênero oral ou escrito.
•A SD é ainda considerada como um conjunto de sequências de atividades progressivas, planificadas, guiadas ou por um tema, ou por um objetivo geral, ou por uma produção de texto final.

Por que trabalhar com sequências didáticas (Machado e Cristovão, 2006):
•permite um trabalho global e integrado;
•na sua construção, considerar-se-ia, obrigatoriamente, tanto os conteúdos de ensino fixados pelas instruções oficiais quanto os objetivos de aprendizagem específicos;
•contempla a necessidade de se trabalhar com atividades e suportes de exercícios variados;
•permite integrar as atividades de leitura, de escrita e de conhecimento da língua, de acordo com um calendário pré-fixado;
•facilita a construção de programas em continuidade uns com os outros;
•propicia a motivação dos alunos, uma vez que permite a explicitação dos objetivos das diferentes atividades e do objetivo geral que as guia.
Características das sequências didáticas (Machado e Cristovão, 2006):
•objeto do trabalho escolar: a atividade de linguagem relacionada a um gênero utilizado em uma determinada situação de comunicação;
•o trabalho é desenvolvido no interior de um projeto de classe que circunscreve os elementos que caracterizam a situação de comunicação em foco;
•o ponto de partida da sequência é constituído na observação das capacidades e das dificuldades dos alunos;
•os diferentes componentes que entram na atividade de linguagem relacionada ao gênero em estudo seriam trabalhadas isoladamente, por meio de atividades diversas, desenvolvendo-se uma metalinguagem sobre esses componentes e abordando-se o gênero em seus diferentes aspectos (estrutura, unidades linguísticas particulares, elementos do conteúdo etc);
•as diferentes capacidades trabalhadas nas atividades são reinvestidas em uma atividade mais complexa, isto é, na produção de um texto final pertencente ao gênero, efetuando-se novas observações, análises e a avaliação dos progressos conseguidos e das dificuldades ainda não superadas.

Elementos para construção de sequências didáticas (Machado e Cristovão, 2006):
a) as características da situação de produção: quem é o emissor, em que papel social se encontra, a quem se dirige, em que papel se encontra o receptor, em que local é produzido, em qual instituição social se produz e circula, em que momento, em qual suporte, com qual objetivo, em que tipo de linguagem, qual é a atividade não verbal a que se relaciona, qual o valor social que lhe é atribuído etc.);
b) os conteúdos típicos do gênero;
c) as diferentes formas de mobilizar esses conteúdos;
d) a construção composicional característica do gênero, ou seja, o plano global mais comum que organiza seus conteúdos;
e) o seu estilo particular, ou, em outras palavras:
- as configurações específicas de unidades de linguagem que se constituem como traços da posição enunciativa do enunciador: (presença/ausência de pronomes pessoais de primeira e segunda pessoa, dêiticos, tempos verbais, modalizadores, inserção de vozes);
- as sequências textuais e os tipos de discurso predominantes e subordinados que caracterizam o gênero;
- as características dos mecanismos de coesão nominal e verbal;
- as características dos mecanismos de conexão;
- as características dos períodos;
- as características lexicais.

Estrutura de base das sequências didáticas (Schneuwly e Dolz, apud Baumgärtner, 2006):
1. Apresentação da situação: objetiva apresentar ao aluno um projeto de comunicação, tendo em vista uma necessidade real de interação.
•Projeto coletivo de produção de um gênero: qual gênero será abordado para atender uma situação de comunicação definida; a quem se dirige; que forma assumirá; quem participará.
•Preparação dos conteúdos dos textos que serão produzidos.
2. Primeira produção (avaliação formativa – dá elementos que permitem definir pontos de intervenção na aprendizagem e regula as atividades que serão desenvolvidas.
3. Módulos: pesquisas sobre o(s) gênero(s), amostras, levantamento de características, leitura e interpretação (tema, formato, estilo, finalidade, etc).
4. Lista de constatações: registro dos conhecimentos adquiridos.
5. Produção final: avaliação (pelo professor e pelo aluno).
6. Circulação do(s) gênero(s): não perder o foco do social Æ interlocutor!

Referências bibliográficas:
BAUMGÄRTNER, Carmem Teresinha. Os gêneros do discurso como objetos de ensino: uma perspectiva de base enunciativa/discursiva para alfabetização. Oficina ProLetramento. UNIOESTE, Cascavel, PR. 2006.
MACHADO, Anna Rachel. CRISTÓVÃO, Vera Lúcia Lopes. A construção de modelos didáticos de gênero: aportes e questionamentos para o ensino de gêneros. Revista Linguagem em (Dis)curso, vol 6, n 3, set./dez. 2006.
MARCUSCHI, Luiz Antônio. Gêneros textuais: definição e funcionalidade. In DIONÍSIO, A.P. e cols. Gêneros textuais & Ensino. 5 ed. Rio de Janeiro: Lucerna, 2007. P 19 – 36.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Letramento

O processo de letramento se inicia com a alfabetização ou até mesmo anteriormente a ela quando o educando já está exposto a diversos gêneros do discurso no meio social em que vive. Durante o processo de decodificação da língua (alfabetização) o contato com diversos textos se intensifica e o início do letramento também, porém não para por aí, pelo contrário este é só o começo. Estar exposto ao mundo letrado para aprender práticas de leituras eficazes é o caminho mais curto para alcançar o letramento podendo com isso ler além das linhas e chegar às entrelinhas, sinônimo de leitor competente que compreende o que lê. A intertextualidade, a polissemia, a interdiscursividade, a coerência e coesão são elementos de interação lingüística que garante a participação do leitor no texto a ser interpretado.
A escola deve criar e ampliar situações de leitura como uma maneira de garantir o acesso dos alunos a diversos gêneros textuais. Garantir espaço na sala de aula para diversos suportes como jornais, revistas, livros de literatura, livros didáticos, gibis, etc. é garantir, também, o contato com os gêneros e a participação efetiva do aluno no processo de construção do conhecimento.

"Uma estudante norte-americana, de origem asiática, Kate M. Chong, ao escrever sua história pessoal de letramento, define-o em um poema:

O QUE É LETRAMENTO?
Letramento não é um gancho
em que se pendura cada som enunciado,
não é treinamento repetitivo
de uma habilidade,
nem um martelo
quebrando blocos de gramática.
Letramento é diversão
é leitura à luz de vela
ou lá fora, à luz do sol.
São notícias sobre o presidente
O tempo, os artistas da TV
e mesmo Mônica e Cebolinha
nos jornais de domingo.
É uma receita de biscoito,
uma lista de compras, recados colados na geladeira,
um bilhete de amor,
telegramas de parabéns e cartas
de velhos amigos.
É viajar para países desconhecidos,
sem deixar sua cama,
é rir e chorar
com personagens, heróis e grandes amigos.
É um atlas do mundo,
sinais de trânsito, caças ao tesouro,
manuais, instruções, guias,
e orientações em bulas de remédios,
para que você não fique perdido.
Letramento é, sobretudo,
um mapa do coração do homem,
um mapa de quem você é,
e de tudo que você pode ser."
(In Soares, Magda Letramento: um tema em três gêneros. Belo Horizonte: Autêntica, 2002.)

E você? Como define Letramento?
Deixe aqui seu registro sobre o assunto.

domingo, 7 de junho de 2009

Leitores e Práticas de Leitura

Historicamente podemos observar que, com a invenção da imprensa no final da Idade Média, a impressão de textos tornou-se mais acessível a muitas pessoas. Isto não significou, entretanto, que o acesso à leitura tenha se disseminado entre todos. Na realidade o processo de reprodução de textos e o acesso à leitura permaneceram restritos a poucos.

O hábito de ler sempre foi uma forma de preencher a solidão do ser humano. Antigamente, talvez, lia-se mais porque não havia tantos atrativos quanto hoje. O ser humano precisa conversar consigo, ter seu momento de recolhimento, reflexão, meditação, ou seja, voltar-se para dentro, e a leitura permite esse diálogo.

Na Idade Média a leitura era feita para grupos de ouvintes por um membro do clero ou nobreza – o lente – dada a escassez de manuscritos. A leitura permanecia restrita a grupos controlados pela elite, também porque o acesso ao conhecimento poderia subverter a ordem instituída.

A democratização da leitura só ocorreu com o advento da sociedade burguesa, quando maior parcela da população começou a ser alfabetizada e pôde ter acesso aos livros e a outros impressos. No século XVIII os intelectuais se reuniam para ler e discutir os textos em salões especialmente organizados e a leitura passa a ser vista como processo aglutinador de grupos e comunidades.

Esses rituais coletivos se alternavam no tempo e no espaço com a leitura individual. Na passagem do século XVIII para o XIX as elites econômicas e intelectuais começavam a reservar espaços para a leitura e a guarda de livros.

Atualmente, a leitura é vista como ato individual que mantém uma dimensão socializada/socializante, já que constitui uma inserção do sujeito numa prática presidida por relações interativas e produções de sentido das quais o leitor participa.

Soares (2000) destaca a leitura como um fator de ascensão social, ou seja, mecanismo para obtenção de melhores condições de vida e apresenta o termo leitura funcional, cujo significado é obter informações básicas para a vida cotidiana.

A leitura aparece como um direito e uma exigência que se faz a quem quer que pretenda se tornar um cidadão. É preciso que o professor compartilhe os segredos do texto com os alunos, abrindo-lhes condições para a verdadeira inserção social. A escola é um espaço para a prática da leitura, por meio da qual se pode analisar, discutir e refletir sobre os apelos da sociedade atual. É preciso ler o texto e ler o mundo nos textos.
(Texto retirado do ambiente colaborativo Mídias na Educação)

terça-feira, 2 de junho de 2009

GESTAR II - Socialização

Durante a última semana de maio fizemos nossos estudos sobre GÊNEROS e TIPOS TEXTUAIS. Aconteceu também o primeiro momento de socialização das atividades aplicadas em sala de aula. Foi maravilhoso ver os primeiros resultados das oficinas do GESTAR alcançando nossos alunos através do trabalho dedicado dos professores cursistas. Quero parabenizar todos pelas Sequências Didáticas desenvolvidas. Até o próximo encontro!

quarta-feira, 27 de maio de 2009

GESTAR II - Elaboração de Projetos

De 12 a 16 de maio fizemos um estudo sobre PROJETOS DE TRABALHO. A partir da teoria de Fernando Hernández sobre este tema, discutimos e observamos Trabalhos com Projetos elaborados por professores da nossa comunidade e do restante do Brasil. Com isso, nos aproximamos dessa ideia e constatamos que é possível promover a Educação e o Conhecimento de forma mais dinâmica, eficiente e interessante para os nossos alunos. Agora os professores farão a sua parte desenvolvendo o seu próprio Projeto de Trabalho que será aplicado com seus alunos. Os professores já estão se organizando neste sentido e receberão todo o meu apoio na elaboração desse que pode ser mais que um projeto e sim a oportunidade de mudança de postura em sala de aula e de visão sobre Educação baseada em tomadas de decisões para o desenvolvimento da ética e cidadania por parte de nossos alunos. Esta visão de aquisição de novos saberes foi ampliada ao assistirmos um slide sobre o Fórum Social Mundial pois pudemos fazer reflexões sobre "Um outro mundo possível" a partir de nossas práticas educacionais, permitindo que nossos alunos possam se mais críticos e criativos reconhecendo conceitos científicos e elaborando estratégias para resoluções de problemas que afetam a vida social, econômica e ambiental do nosso planeta.

GESTAR II - Gêneros Textuais

Na semana de 5 a 9 de maio realizamos nossa oficina sobre Gêneros textuais. Após um estudo do caderno de teoria e prática TP3 (Unidades 9 e 10) pudemos praticar atividades que melhor esclarecessem nossos questionamentos sobre Gêneros textuais. O estudo ainda não se esgotou, já que se trata de um assunto extenso, mas iniciamos nossa arrancada em torno dele e vimos possibilidades de trabalhos a serem desenvolvidos sobre este assunto.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

GESTAR II

Iniciamos em maio o GESTAR II em São José. Eu, Silvana Martendal, sou professora formadora de 25 professores cursistas da disciplina de Português.
O GESTAR II é um PROGRAMA DE GESTÃO DA APRENDIZAGEM desenvolvido pelo MEC e direcionado às escolas públicas, contemplando as disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática.
Nós do Português já estamos reconhecendo a proposta pedagógica do GESTAR e estamos ansiosos para colher os resultados, já que o Programa faz um direcionamento à pratica pedagógica com todo o suporte teórico. Vale à pena!