Quem sou eu
"Cada um que passa em nossa vida passa sozinho, pois cada pessoa é única, e nenhuma substitui outra. Cada um que passa em nossa vida passa sozinho, mas não vai só, nem nos deixa sós. Leva um pouco de nós mesmos, deixa um pouco de si mesmo. Há os que levam muito; mas não há os que não levam nada. Há os que deixam muito; mas não há os que não deixam nada. Esta é a maior responsabilidade de nossa vida e a prova evidente que duas almas não se encontram ao acaso."
(Antoine de Saint-Exupery)
(Antoine de Saint-Exupery)
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segunda-feira, 15 de junho de 2009
Letramento
O processo de letramento se inicia com a alfabetização ou até mesmo anteriormente a ela quando o educando já está exposto a diversos gêneros do discurso no meio social em que vive. Durante o processo de decodificação da língua (alfabetização) o contato com diversos textos se intensifica e o início do letramento também, porém não para por aí, pelo contrário este é só o começo. Estar exposto ao mundo letrado para aprender práticas de leituras eficazes é o caminho mais curto para alcançar o letramento podendo com isso ler além das linhas e chegar às entrelinhas, sinônimo de leitor competente que compreende o que lê. A intertextualidade, a polissemia, a interdiscursividade, a coerência e coesão são elementos de interação lingüística que garante a participação do leitor no texto a ser interpretado.
A escola deve criar e ampliar situações de leitura como uma maneira de garantir o acesso dos alunos a diversos gêneros textuais. Garantir espaço na sala de aula para diversos suportes como jornais, revistas, livros de literatura, livros didáticos, gibis, etc. é garantir, também, o contato com os gêneros e a participação efetiva do aluno no processo de construção do conhecimento.
"Uma estudante norte-americana, de origem asiática, Kate M. Chong, ao escrever sua história pessoal de letramento, define-o em um poema:
O QUE É LETRAMENTO?
Letramento não é um gancho
em que se pendura cada som enunciado,
não é treinamento repetitivo
de uma habilidade,
nem um martelo
quebrando blocos de gramática.
Letramento é diversão
é leitura à luz de vela
ou lá fora, à luz do sol.
São notícias sobre o presidente
O tempo, os artistas da TV
e mesmo Mônica e Cebolinha
nos jornais de domingo.
É uma receita de biscoito,
uma lista de compras, recados colados na geladeira,
um bilhete de amor,
telegramas de parabéns e cartas
de velhos amigos.
É viajar para países desconhecidos,
sem deixar sua cama,
é rir e chorar
com personagens, heróis e grandes amigos.
É um atlas do mundo,
sinais de trânsito, caças ao tesouro,
manuais, instruções, guias,
e orientações em bulas de remédios,
para que você não fique perdido.
Letramento é, sobretudo,
um mapa do coração do homem,
um mapa de quem você é,
e de tudo que você pode ser."
(In Soares, Magda Letramento: um tema em três gêneros. Belo Horizonte: Autêntica, 2002.)
E você? Como define Letramento?
Deixe aqui seu registro sobre o assunto.
A escola deve criar e ampliar situações de leitura como uma maneira de garantir o acesso dos alunos a diversos gêneros textuais. Garantir espaço na sala de aula para diversos suportes como jornais, revistas, livros de literatura, livros didáticos, gibis, etc. é garantir, também, o contato com os gêneros e a participação efetiva do aluno no processo de construção do conhecimento.
"Uma estudante norte-americana, de origem asiática, Kate M. Chong, ao escrever sua história pessoal de letramento, define-o em um poema:
O QUE É LETRAMENTO?
Letramento não é um gancho
em que se pendura cada som enunciado,
não é treinamento repetitivo
de uma habilidade,
nem um martelo
quebrando blocos de gramática.
Letramento é diversão
é leitura à luz de vela
ou lá fora, à luz do sol.
São notícias sobre o presidente
O tempo, os artistas da TV
e mesmo Mônica e Cebolinha
nos jornais de domingo.
É uma receita de biscoito,
uma lista de compras, recados colados na geladeira,
um bilhete de amor,
telegramas de parabéns e cartas
de velhos amigos.
É viajar para países desconhecidos,
sem deixar sua cama,
é rir e chorar
com personagens, heróis e grandes amigos.
É um atlas do mundo,
sinais de trânsito, caças ao tesouro,
manuais, instruções, guias,
e orientações em bulas de remédios,
para que você não fique perdido.
Letramento é, sobretudo,
um mapa do coração do homem,
um mapa de quem você é,
e de tudo que você pode ser."
(In Soares, Magda Letramento: um tema em três gêneros. Belo Horizonte: Autêntica, 2002.)
E você? Como define Letramento?
Deixe aqui seu registro sobre o assunto.
domingo, 7 de junho de 2009
Leitores e Práticas de Leitura
Historicamente podemos observar que, com a invenção da imprensa no final da Idade Média, a impressão de textos tornou-se mais acessível a muitas pessoas. Isto não significou, entretanto, que o acesso à leitura tenha se disseminado entre todos. Na realidade o processo de reprodução de textos e o acesso à leitura permaneceram restritos a poucos.
O hábito de ler sempre foi uma forma de preencher a solidão do ser humano. Antigamente, talvez, lia-se mais porque não havia tantos atrativos quanto hoje. O ser humano precisa conversar consigo, ter seu momento de recolhimento, reflexão, meditação, ou seja, voltar-se para dentro, e a leitura permite esse diálogo.
Na Idade Média a leitura era feita para grupos de ouvintes por um membro do clero ou nobreza – o lente – dada a escassez de manuscritos. A leitura permanecia restrita a grupos controlados pela elite, também porque o acesso ao conhecimento poderia subverter a ordem instituída.
A democratização da leitura só ocorreu com o advento da sociedade burguesa, quando maior parcela da população começou a ser alfabetizada e pôde ter acesso aos livros e a outros impressos. No século XVIII os intelectuais se reuniam para ler e discutir os textos em salões especialmente organizados e a leitura passa a ser vista como processo aglutinador de grupos e comunidades.
Esses rituais coletivos se alternavam no tempo e no espaço com a leitura individual. Na passagem do século XVIII para o XIX as elites econômicas e intelectuais começavam a reservar espaços para a leitura e a guarda de livros.
Atualmente, a leitura é vista como ato individual que mantém uma dimensão socializada/socializante, já que constitui uma inserção do sujeito numa prática presidida por relações interativas e produções de sentido das quais o leitor participa.
Soares (2000) destaca a leitura como um fator de ascensão social, ou seja, mecanismo para obtenção de melhores condições de vida e apresenta o termo leitura funcional, cujo significado é obter informações básicas para a vida cotidiana.
A leitura aparece como um direito e uma exigência que se faz a quem quer que pretenda se tornar um cidadão. É preciso que o professor compartilhe os segredos do texto com os alunos, abrindo-lhes condições para a verdadeira inserção social. A escola é um espaço para a prática da leitura, por meio da qual se pode analisar, discutir e refletir sobre os apelos da sociedade atual. É preciso ler o texto e ler o mundo nos textos.
(Texto retirado do ambiente colaborativo Mídias na Educação)
O hábito de ler sempre foi uma forma de preencher a solidão do ser humano. Antigamente, talvez, lia-se mais porque não havia tantos atrativos quanto hoje. O ser humano precisa conversar consigo, ter seu momento de recolhimento, reflexão, meditação, ou seja, voltar-se para dentro, e a leitura permite esse diálogo.
Na Idade Média a leitura era feita para grupos de ouvintes por um membro do clero ou nobreza – o lente – dada a escassez de manuscritos. A leitura permanecia restrita a grupos controlados pela elite, também porque o acesso ao conhecimento poderia subverter a ordem instituída.
A democratização da leitura só ocorreu com o advento da sociedade burguesa, quando maior parcela da população começou a ser alfabetizada e pôde ter acesso aos livros e a outros impressos. No século XVIII os intelectuais se reuniam para ler e discutir os textos em salões especialmente organizados e a leitura passa a ser vista como processo aglutinador de grupos e comunidades.
Esses rituais coletivos se alternavam no tempo e no espaço com a leitura individual. Na passagem do século XVIII para o XIX as elites econômicas e intelectuais começavam a reservar espaços para a leitura e a guarda de livros.
Atualmente, a leitura é vista como ato individual que mantém uma dimensão socializada/socializante, já que constitui uma inserção do sujeito numa prática presidida por relações interativas e produções de sentido das quais o leitor participa.
Soares (2000) destaca a leitura como um fator de ascensão social, ou seja, mecanismo para obtenção de melhores condições de vida e apresenta o termo leitura funcional, cujo significado é obter informações básicas para a vida cotidiana.
A leitura aparece como um direito e uma exigência que se faz a quem quer que pretenda se tornar um cidadão. É preciso que o professor compartilhe os segredos do texto com os alunos, abrindo-lhes condições para a verdadeira inserção social. A escola é um espaço para a prática da leitura, por meio da qual se pode analisar, discutir e refletir sobre os apelos da sociedade atual. É preciso ler o texto e ler o mundo nos textos.
(Texto retirado do ambiente colaborativo Mídias na Educação)
terça-feira, 2 de junho de 2009
GESTAR II - Socialização
Durante a última semana de maio fizemos nossos estudos sobre GÊNEROS e TIPOS TEXTUAIS. Aconteceu também o primeiro momento de socialização das atividades aplicadas em sala de aula. Foi maravilhoso ver os primeiros resultados das oficinas do GESTAR alcançando nossos alunos através do trabalho dedicado dos professores cursistas. Quero parabenizar todos pelas Sequências Didáticas desenvolvidas. Até o próximo encontro!
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